A Bússola de Ouro
Uma aventura realmente mágica!
Entre protestos católicos (sim, os ridículos protetos católicos) e rótulo de “subtistuto de O Senhor dos Anéis”, a produção de mais de US$ 150 milhões chegou aos cinemas, e há quem diga que o filme foi ruim, mas eu acho que de “ruim” para “melhor desenvolvido” existe uma enorme diferença.
O filme tem quase tudo a seu favor, um ótimo elenco (Nicole Kidman – que está incrível no papel de vilã Marisa Coulter, Dakota Blue Richards, a jovem Lyra Belacqua , Daniel Craig, Eva Green, Sam Elliott), ótimas idéias, cenários e efeitos especiais incríveis, uma excelente trilha sonora e uma direção bastante competente.
O ponto negativo é (sem dúvida) o desenvolvimento do roteiro.
Não posso fazer comparações entre o filme e o livro, pois ainda não li o livro, mas falando apenas com base no filme, nota-se muitas falhas no desenvolvimento do roteiro, sejam em cenas que poderiam ser melhor finalizadas e explicadas (como por exemplo, a fuga de Lyra da mansão da Srª. Coulter).
Ou até mesmo no fraco desenvolvimento de vários personagens, causando muitas vezes, um certo sentimento de frustração no telespectador (a Eva Green no papel de uma feiticeira guerreira está quase a beira do discartável – igualmente está o aventureiro interpretado por Sam Elliot, ainda bem que redimem o personagem da Green no final do filme, já o do Elliot termina discartável mesmo).
O filme não foi sucesso nos E.U.A (o que poderia acabar com as 2 sequências que ainda faltam ser gravadas, pois o filme é uma trilogia), mas o sucesso ao redor do mundo pode mudar o rumo do possível cancelamento das sequências.
Longe, mas muito longe mesmo de ser um filme ruim, A Bússola de Ouro é uma aventura muito interessante, e visualmente fantástica. Com certeza vale a pena ser assistida.
Nota: 7,5/10

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